Sobre o Google Wave

2009 Dezembro 16
por Carla Castilhos

Muitos colegas parecem entusiasmados com o Google Wave. Eu, particularmente, ainda não percebi a aplicação do serviço em bibliotecas.

Acredito que a grande utilidade do Wave seja a organização de projetos em grupos. Facilita muito, mas há os que, como eu, preferem o conjunto email + docs + chat, por estarem melhor difundidos e estruturados.

O que os colegas bibliotecários acham a respeito?

Como migrar do blogger para o WP

2009 Junho 29
por Carla Castilhos

Para facilitar a vida dos colegas, criei esse pequeno tutorial:

1. Crie uma conta no wordpress.com
2. No painel de controle, clique em ferramentas > importar:
tools import
3. Escolha o blogger.
4. Siga as instruções para autorizar o wordpress e realizar a importação.

Simples assim! :)

Ferramentas para divulgação

2009 Junho 29
por Carla Castilhos

Muitas bibliotecas têm usado blogs e microblogs para divulgação de seu acervo, serviços e atividades. Confesso que julgo o uso de microblogs e redes sociais para divulgação uma subutilização das ferramentas: elas podem ser utilizadas para muito mais (serviço de referência e fonte de informação), mas não posso deixar de mencionar esse uso tão comum e simples em bibliotecas.

Como exemplos, podemos citar:

Fundação Biblioteca Nacional (Brasil), que possui um twitter. A grande falha da FBN é não colocar em seu site nenhum link ou menção à sua conta do twitter.

Houston Library, que possui um site bem informativo, contas no twitter e no facebook listadas em seu site oficial.

Biblioteca Pública de Évora, que possui site, facebook e dois blogs.

De todos os citados, o blog que mais me agradou fou um dos da Biblioteca Pública de Évora, o Intencidade. Em suas divulgações, não limita-se a dar data e horário dos eventos: apresenta textos interessantes e explicações detalhadas que instigam os leitores a participar.

Ao usar ferramentas como blogs, microblogs e redes sociais web para divulgação, o bibliotecário precisa ter em mente que precisa manter os serviços atualizados, para não perder a credibilidade. As informações devem estar corretas e acessíveis e os serviços devem ser divulgados de forma institucional e formal. Além disso, deve observar quais serviços são mais utilizados em seu país / região. No Brasil, por exemplo, é mais interessante criar um perfil ou comunidade no orkut que uma conta no facebook.

Aulas básicas de processadores de texto

2009 Junho 14
por Carla Castilhos

A pedido de colegas, começo hoje uma série a respeito de processadores de texto, que creio ser de fundamental importância para bibliotecários. Normalização é um serviço que devemos prestar aos usuários e, muitas vezes, não sabemos como realizar essa tarefa. Portanto, gostaria de apresentar em alguns posts formas de trabalhar com processadores de texto. Pretendo abordar o uso de estilos, a criação de sumários e índices, ABNT e alternativas ao Microsoft Word.

Nessa introdução, gostaria de salientar a importância de, na hora de realizar formatações, manter o botão de “parágrafo” marcado. O botão mostra todos os caracteres que não serão impressos e/ou visualizados em formatos para impressão:

Mostrar caracteres não-imprimíveis

A partir disso, posso explicar outra questão fundamental. Por que uma quebra de linha (shift+ enter) é menos satisfatória para formatações que um enter simples em trabalhos acadêmicos?

Texto com shift enter
Texto com enter

Conforme pode ser observado nas figuras, o texto não fica “esticado”, dando a impressão de que o autor desconhece utilizar de forma correta a ferramenta “justificar”. Há quem goste dessa formatação, mas já vi professores criticando essa apresentação. Além disso, os estilos costumam ser baseados em parágrafos. Fica mais fácil trabalhá-los se todo o texto contiver marcas de parágrafos bem organizadas e definidas.

Na próxima postagem, um tutorial sobre o uso de estilos.

WWDC 2009

2009 Junho 8
tags: , ,
por Carla Castilhos

Sugiro aos colegas que acompanhem hoje a WWDC 2009, mais conhecida como Keynote do Steve Jobs, que apresentará, entre outras coisas, o iPhone SO 3.0.

Por que o iPhone e o Mac OS são ferramentas que devemos ficar de olho?
Porque a Apple é uma empresa inovadora, que mexe MUITO com formas de comunicação… e informação. Por exemplo: se o iPhone baratear mesmo aqui no Brasil, será que devemos adaptar nosso catálogo ao aparelhinho?

De qualquer forma, é sempre importante acompanharmos o desenvolvimento na área de informática e afins.

A apresentação pode ser acompanhada, em tempo real e em inglês, nos seguintes sites:

http://live.gizmodo.com/

http://theappleblog.com/live/

http://www.engadget.com/2009/06/08/phil-schiller-keynote-live-from-wwdc-2009/

E, provavelmente, no twitter. Busquem pela tag #wwdc ou #wwdc2009

Redes Sociais Web: como usá-las em bibliotecas?

2009 Maio 18
por Carla Castilhos

As redes socias web podem ser usadas de diversas formas por bibliotecas e bibliotecários.

O mais importante é, primeiramente, realizar um estudo com a comunidade e os usuários e descobrir quais as redes eles mais utilizam — e de que formas. Claro que sempre é possível inovar e iniciar o uso em alguma rede ainda desconhecida dos usuários da biblioteca; de início, entretanto, é interessante ocupar espaços já familiares.

O segundo passo seria definir, de acordo com o perfil da rede social, o uso que poderia ser realizado com ela.

De forma geral, as redes sociais web podem ser utilizadas por bibliotecas para realizar serviços de marketing e referência e podem servir aos bibliotecários como fonte de informação.

As estratégias de maketing em redes sociais limitam-se, em geral, a tarefas de divulgação (tanto de novas aquisições como de eventos). Entretanto, acredito que estratégias mais agressivas poderiam ser utilizadas, como campanhas para leitura, etc.

Já o serviço de referência poderia fugir um pouco do formato tradicional de responder apenas a perguntas diretas e interagir com os usuários antes mesmo que eles solicitem. Em um fórum de discussão, por exemplo, responder a perguntas com indicações de bibliografias e mesmo com fontes que estejam fora do catálogo da biblioteca.

As redes sociais na web são, atualmente, a melhor forma de localizar e contactar fontes pessoais. Os bibliotecários deveriam aproveitar-se disso na busca por especialistas de determinada área, para que não condicionem o acervo, por exemplo, à visão dos especialistas da sua própria instituição.

As possibilidades das redes socias na web são diversas e versei de forma breve apenas pelas que me interesso mais. Acredito que os colegas podem ter contribuições excelentes nessa questão. Façam uma visita a eles, os links estão disponíveis ao lado!

Jornais eletrônicos internacionais: propagandas e credibilidade

2009 Maio 18
por Carla Castilhos

Eu mesma costumo associar a ausência de publicidade à credibilidade na web (apesar de saber que, no fundo, é uma idéia reacionária demais); essa discussão, entretanto, iniciou-se ultimamente após o NY Times começar a veicular propagandas em sua primeira página impressa e eletrônica.

Acredito que a veiculação de anúncios, quando realizada de forma aberta, não interfere na credibilidade das fontes — e falo de um modo geral. Tanto livros quanto periódicos tradicionais (mesmo científicos) poderiam conter propagandas sem ferir sua linha editorial, o conteúdo de seus artigos e a opinião de seus autores.

A discussão acerca de jornais online e propagandas, acredito, já está superada: não há como manter portais sem esse tipo de receita. Os bibliotecários precisam é observar os limites, se não há interferências do anunciante no que é veiculado, para indicar fontes de credibilidade aos seus usuários.

Jornais online: o que temos com isso?

2009 Maio 4
por Carla Castilhos

A questão do jornalismo online é bem interessante… para jornalistas. A nós não cabe discutir se o jornal impresso vai morrer — até porque, em termos de conservação, já estão mortos no ano seguinte — ou se as pessoas estão mais ou menos participativas nas novas mídias.

Cabe ao bibliotecário permitir o acesso de seus usuários independente de suporte. Infelizmente, muitas bibliotecas bloqueiam os computadores para que acessem apenas o catálogo. E assinam apenas jornais impressos. Consideram que, com essas medidas, estão cumprindo o seu papel para a disseminação da informação. Entretanto, as notícias mais atualizadas estão online; não há forma de atualizar um papel como um jornal online!

Acredito que as bibliotecas públicas e escolares deveriam disponibilizar os links dos principais jornais brasileiros em seus favoritos e incentivar seu uso. Sugiro que jornais de alcances diversos (local, nacional e internacional) sejam disponibilizados, preferencialmente mediante assinatura, aos usuários. Podem ser utilizados pelos próprios usuários como fonte de informação e pelos bibliotecários / atendentes para facilitar o serviço de referência.

Sei que devo um post sobre o uso de blogs para o marketing em bibliotecas: pretendo publicá-lo em breve! Aguardem. Ah, também coloquei links para os colegas da disciplina! Acessem, estão muito interessantes.

Análise de blogs

2009 Maio 3
por Carla Castilhos

A professora solicitou na última aula uma análise de uma lista de blogs.

Particularmente, não gosto de realizar críticas públicas a conteúdo alheio, já que temos todos telhados de vidro. Para prevenir que ganhem com PageRank (muitos dos blogs têm anúncios), optei por utilizar “nofollow”.

Dadas as devidas informações, vamos às análises:

Pesquisa mundi
Link: http://www.grupos.com.br/blog/pesquisamundi/

Blog replicador de notícias. Não que eu seja particularmente contra a divulgação de informações produzidas por outrem, mas colocar a fonte citada em cinza é induzir o leitor ao erro. Além disso, acredito que blogs devem, além de divulgar informações*, emitir opiniões, discutir assuntos diversos e produzir conteúdo seu.

Após uma passada rápida nas páginas, o blog não parece cumprir com seus objetivos, explicitados já no header:

“Objetiva contribuir para o desenvolvimento da pesquisa acadêmica, científica, tecnológica, social e econômica. Difundindo e facilitanto o acesso a bases de dados, bibliotecas digitais, bibliotecas virtuais e obras de referência”

A primeira notícia é sobre o BeatlesTube! Faltou foco nos objetivos do blog.

Por que não é bom para disseminação / recuperação da informação?

Porque as notícias podem ser encontradas nas próprias fontes produtoras, com indexação mais apropriada. Além disso, não apresenta um foco (assunto) definido.

*exceto blogs criados especificamente para isso. Blogs de bibliotecas, por exemplo, que realizem disseminação seletiva.

Los futuros de libro
http://weblogs.madrimasd.org/futurosdellibro

Blog que comenta notícias, produz conteúdo próprio e não possui até o momento ferramentas de monetização. Entretanto, demora mais de um minuto para encontrar informações a respeito do autor (que, aliás, é Dr., Sociólogo, etc.).

Por que é bom para disseminação / recuperação da informação?

Os critérios de autoridade revelam que é uma boa fonte de pesquisa, um bom ponto de partida para a discussão e pesquisa sobre a questão do livro, com a possibilidade, inclusive, de se fazer citações do blog.

Bibliotecários Sem Fronteiras
Link: http://bsf.org.br/

Difícil analisar friamente um blog ao qual sou tão simpática. Apresentam informações diversas sobre o mundinho da Biblioteconomia, desde periódicos e bases de dados a estantes de livros. Também não possuem formas de monetização e publicam conteúdo próprio.

Por que é bom para disseminação / recuperação da informação?

Porque os autores são especialistas no tema tratado e trazem links para fontes confiáveis de informação. Deve ser utilizado como ponte para informações mais completas.

A informação

Link: http://a-informacao.blogspot.com

Blog com foco no assunto tratado, mas muita cópia de conteúdo alheio e pouca opinião a respeito. Sem ferramentas de monetização.

Por que é bom para disseminação / recuperação da informação?
Porque traz muitas informações atualizadas a respeito de informação, de fontes diversificadas. Entretanto, é pobre para pesquisas de fato. Deve ser usado como ferramenta para chegar a fonte oficial.

Blog do Galeano
Link: http://blogdogaleno.blog.uol.com.br

Blog de Galeno Amorim a respeito da problemática do livro e da leitura. Conteúdo informativo a respeito de legislação do assunto tratado. Apresenta monetização por ser do grupo UOL.

Por que é bom para disseminação / recuperação da informação?

Porque traz notícias e informações relevantes a respeito do assunto tratado, sem fugir do foco.

Gostaria de salientar que as análises foram feitas com base em critérios diversos aprendidos ao longo do curso de biblioteconomia, que envolvem autoridade, consistência, confiabilidade, etc. Entretanto, os critérios pessoais que possuo para a análise de fontes de informação também pesaram bastante para as análises.

Blogs: fontes de informação

2009 Abril 16
tags:
por Carla Castilhos

A primeira ferramenta para bibliotecários e bibliotecas que gostaria de apresentar nesse blog são justamente os blogs e seu uso como fonte de informação. Sei que existem diversas outras aplicações (e pretendo realizar um panorama delas em outros posts), mas o uso como fonte de pesquisa é, sem dúvida, a minha abordagem favorita.

O uso como fonte de informação justifica-se através da própria definição de blog:

[. . .] são veículos de publicação digital, comumente associados à idéia de diários virtuais, nos quais um ou mais autores publicam textos, geralmente sobre uma temática específica, em ordem cronológica inversa e de forma freqüente.

(Zago, 2008, p. 2)

Há uma proliferação de blogs de especialistas a respeito de suas pesquisas e/ou áreas de conhecimento. Só em nossa área podemos citar o Bibliotecários sem Fronteiras, por exemplo, com atualidades em biblioteconomia e discussões diversas.

Mesmo que o blog não possua as informações exatas, ou apenas pinceladas de uma pesquisa, o contato inicial com autores pode se dar através de comentários e trocas de e-mails propiciadas pelo blog.

Como exemplo, posso citar minha experiência na busca de informações a respeito de microblogs. As melhores fontes de informação a respeito do twitter (em português) consegui através de Gabriela Zago, após contatos iniciais em seu blog.

Nos próximos posts, apresentarei outros usos de blogs por bibliotecários.

Referência:

ZAGO, G. S. Dos Blogs aos Microblogs: aspectos históricos, formatos e características. In: VI Congresso Nacional de História da Mídia (CD-ROM), Niterói, RJ, 2008.